sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Todos reclamam do desemprego, mas achar os talentos está difícil.

Todos reclamam do desemprego, mas achar os talentos está difícil
11 de setembro de 2009 às 08:29
Por Fábio Bandeira de Mello - www.administradores.com.br




Cerca de 30% dos empregadores em todo o mundo têm dificuldade de encontrar candidatos qualificados em áreas específicas. Este é o resultado da pesquisa realizada mundialmente pela Manpower para vagas de trabalho. A pesquisa indica que, depois da crise, esta é uma das grandes preocupações dos dirigentes das empresas no enfrentamento com a concorrência. A Pesquisa aponta respostas já identificadas em 2008, o que demonstra que o panorama continua o mesmo. Foram consultados 39 mil empregadores de 33 países para avaliar a capacidade de se encontrar o talento de que necessitam.“Nos momentos de crise, as empresas precisam repensar suas estratégias e atitudes, realizando mais com menos recursos. Nesse contexto, o papel dos talentos se torna ainda mais importante e as empresas procuram cada vez mais aqueles que trazem para o empregador os melhores resultados.”, afirma a country manager da Right para América Latina, Elaine Saad. Dentro do resultado levantado, a procura de profissionais mais talentosos está nas seguintes áreas: 1. Mão de Obra Especializada2. Representantes de Vendas3. Técnicos4. Engenheiros5. Pessoal Administrativo/Executivos6. Pessoal de Contabilidade & Finanças7. Mão de Obra Não Especializada8. Operadores de Produção9. Assistentes Administrativos / Pessoais10. MotoristasA PesquisaOs empregadores com maior dificuldade de encontrar as pessoas certas para preencher posições localizam-se na Romênia (62%), Taiwan (62%), Peru (56%), Japão (55%), Austrália (49%), Costa Rica (48%) e Polônia (48%). A escassez de talentos parece menos problemática na Irlanda (5%), Espanha (8%), Reino Unido (11%), China (15%) e República Checa (17%).Em comparação com 2008, empregadores mencionam que a escassez de talentos é consideravelmente menos invasiva em Hong Kong (queda de 24 pontos porcentuais), Noruega (queda de 21 pontos porcentuais), República Checa e Cingapura (em cada uma, queda de 20 pontos porcentuais) e Espanha (queda de 19 pontos porcentuais).
AméricasNas Américas, a pesquisa mostra que 36% dos empregadores da região encontram dificuldades para preencher posições devido à falta de talento adequado nos respectivos mercados. Trata-se de um aumento de oito pontos porcentuais em comparação com a pesquisa de 2008, sendo seis pontos porcentuais superior à média global.As vagas para técnicos são as mais difíceis de serem preenchidas nas Américas pelo segundo ano consecutivo. Depois de não aparecer entre as 10 principais posições mais difíceis de preencher na pesquisa de 2008, os empregadores classificaram as posições de Contabilidade & Finanças em terceiro lugarA DificuldadeAs estratégias de administração de talentos não são mais um modelo único aplicável a qualquer circunstância, afirmou Jeffrey A. Joerres, presidente do conselho e diretor presidente (CEO) da Manpower Inc. Para ele, os empregadores necessitam rever seu processo de administração de talentos para se concentrar em novas qualidades como liderança e flexibilidade pessoal, inclusive para trabalhar em outros países."À medida que a falta de talentos se acentua, o treinamento e desenvolvimento serão fundamentais para os empregadores manterem e melhorar os talentos de que dispõem. Esta baixa demonstra como uma estratégia ágil para a força de trabalho é necessária para atrair e reter o talento de que uma empresa precisa para atingir sua estratégia de negócios", acrescentou Joerres.

O que o seu perfil no ORKUT diz sobre o seu lado profissional?



O que o seu perfil no Orkut diz sobre o seu lado profissional?
11 de setembro de 2009 às 08:31
Por Renato Grinberg - www.administradores.com.br




As comunidades que participa e o que escreve podem prejudicar a sua imagem na empresa ou até em uma entrevista de emprego. Especialista em mercado de trabalho fala sobre o assunto e ajuda a identificar os pontos negativos na sua página pessoalO Orkut é um site de relacionamentos muito utilizado pelos brasileiros e nele pode ser acrescentado ao perfil o que quiser. Além disso, também é possível participar das mais diversas comunidades que se tenha interesse e familiaridade. “Mas o problema é quando isso invade a vida profissional”, diz Renato Grinberg, diretor Geral do portal de empregos Trabalhando.com.br. “Comunidades como ‘Eu odeio trabalhar’ e ‘Detesto receber ordens’, por exemplo, podem agregar valor negativo à imagem do funcionário”, acrescenta.Por isso, é preciso tomar cuidado com o que é colocado na internet, pois a visibilidade é muito grande. O Orkut, em especial, domina o mercado de redes sociais no Brasil com, aproximadamente, 18 milhões de usuários no país, segundo dados fornecidos pelo Google. Isso corresponde a 51% dos usuários da ferramenta em todo o mundo. E hoje não só jovens utilizam a ferramenta, como era quando ela surgiu, em 2004, mas também pessoas mais velhas, que já se comunicam por meio dele.Para que seu Orkut não o prejudique, Renato Grinberg apresenta perfis comuns entre os usuários que precisam ter atenção redobrada para não gerar conseqüências à imagem profissional. E alerta: “Caso se identifique com alguns deles, cuidado! Pode estar na hora de mudar”.
O preguiçoso – É aquela pessoa que diz odiar acordar cedo e assume não gostar de trabalhar. Normalmente, o preguiçoso participa de várias comunidades que visam confirmar essa característica. As mais comuns são: “Eu odeio acordar cedo” e “Se trabalho fosse bom não era pago”;
O acomodado – “Se nada der certo viro hippie”. Quase 300 mil pessoas compartilham do mesmo desejo caso seus planos não vinguem no futuro. O acomodado não possui ambição de crescer profissionalmente e está feliz na posição que ocupa na empresa. A impressão que passa ao chefe ou recrutador é de que essa pessoa não tem visão de futuro que possa contribuir para o crescimento da companhia;
O bitolado – Essa é uma pessoa que gosta somente de uma coisa em específico. Pode ser um gosto musical, ideais e até mesmo uma única visão para a área de atuação. Isso é revelado nas diversas comunidades que participa sobre o mesmo tema, nas fotos e também na descrição do perfil escrita pelo usuário. Todos temos preferências, mas é preciso tomar cuidado para não parecer inflexível;
O baladeiro – Ele faz questão de mostrar a todos que gosta – e muito – de festas. Até então não há problemas, essa é uma questão pessoal que não influencia no trabalho. Mas a questão se agrava quando a situação é exagerada e as comunidades mostram irresponsabilidade. Como por exemplo: “Da balada ao trabalho” e “Eu trabalho de ressaca”. Com isso, essa pessoa mostra ser irresponsável e que não se importa com bom desempenho no dia seguinte;
O reclamão – É aquela pessoa que reclama de tudo: da vida, do trabalho, dos compromissos, dos chefes e até mesmo dos amigos. Normalmente adere a diversas comunidades que começam com “Eu odeio”, é pessimista e nunca está satisfeita. Imagine se o seu chefe olha seu Orkut e, de repente, encontra a comunidade “Eu odeio meu chefe”. O mais curioso é que as pessoas já sabem que correm esse risco e aderem à “Socorro, meu chefe está no Orkut!”. Assim sendo, é melhor rever seu perfil para que seu trabalho não seja comprometido.Como ressalta Grinberg, é importante esclarecer que não precisamos esconder nossas preferências aos amigos nas redes sociais, mas é importante ter cautela. “As informações pessoais tornaram-se públicas, uma vez que inseridas e disponibilizadas na internet. Isso quer dizer que qualquer pessoa pode ter acesso”, diz. “Não vejo problemas em mostrar sua personalidade por meio desses sites de relacionamento, mas antes de tudo, use o famoso bom senso”, recomenda.